Cinema

Wolverine Imortal

Wolverine Imortal
Título original: The Wolverine
Ano: 2013
País: Estados Unidos
Duração: 126 min.
Gênero: Ficção científica
Diretor: James Mangold (Logan, Ford vs Ferrari)
Trilha Sonora: Marco Beltrami (Expresso do Amanhã, Carrie - A Estranha [2013], Dívida de Honra)
Elenco: Hugh Jackman, Tao Okamoto, Rila Fukushima, Hiroyuki Sanada, Svetlana Khodchenkova, Will Yun Lee, Brian Tee, Hal Yamanouchi, Ken Yamamura, Famke Janssen, Nobutaka Aoyagi, Qyoko Kudo, Nobuaki Kakuda
Avaliação: 7/10

Visto no cinema em 4-AGO-2013, Domingo, sala Cinemark 6 do Shopping Goiabeiras

Depois do tristemente equivocado X-Men Origens - Wolverine, a tão alardeada "sequência" para o filme solo do integrante mais famoso dos X-Men acabou se tornando um trabalho com história independente. Ou seja, não se trata de uma continuação, e sim de mais uma aventura que pode ser saboreada isoladamente, desde que você tenha ao menos visto o final da trilogia original dos mutantes em X-Men - O Confronto Final. Wolverine Imortal começa pouco tempo depois do desfecho de Confronto Final, com Logan (Hugh Jackman) vivendo como um eremita devido ao sentimento de culpa por ter sido obrigado a matar Jean Grey, sua última paixão. Uma viagem súbita ao Japão é motivada pelo apelo de um amigo que ele salvara na 2ª Guerra Mundial, e pela promessa de que o homem seria capaz de dar a Wolverine a mortalidade pela qual ele tanto anseia. No início escoltado por Yukio (Rila Fukushima), o heroi relutante é atraído para uma trama maluca envolvendo a família do velho, tendo que fugir da Yakuza e de ninjas enquanto protege a jovem Mariko (Tao Okamoto), neta de seu anfitrião. Há mais complicações dentro do convoluto roteiro, que tende a explodir em cenas de ação sem motivo aparente e adapta as características dos personagens retratados na história de maneira até acertada, com exceção da parte que envolve o Samurai de Prata. Embora o resultado visual seja ótimo e faça jus à Graphic Novel de Chris Claremont e Frank Miller (na qual a história é inspirada), o caminho que o roteiro toma para humanizar o protagonista nem sempre é convincente. Um exemplo é o conjunto de flashbacks envolvendo Jean Grey (Famke Janssen).

Sinceramente? Wolverine Imortal não é ruim, mas o personagem funciona melhor em grupo. E para muita gente a cena que se passa após os créditos é bem capaz de se converter na parte mais emocionante do filme.

A saga do mutante de garras se encerra em Logan, produzido quatro anos mais tarde.