Cinema

Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio

Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio
Título original: The Fast and the Furious - Tokyo Drift
Ano: 2006
País: Estados Unidos
Duração: 104 min.
Gênero: Ação/Aventura
Diretor: Justin Lin (Velozes e Furiosos 4, Velozes e Furiosos 5, Velozes e Furiosos 6)
Trilha Sonora: Brian Tyler (Entre Dois Mundos, Rogue - O Assassino, Aliens Vs. Predador 2)
Elenco: Lucas Black, Brian Tee, Sung Kang, Nathalie Kelley, Bow Wow, Brian Goodman, Leonardo Nam, Sonny Chiba, Nikki Griffin, Zachery Ty Bryan, Chris Astoyan, Lynda Boyd, Joey Crumpton, Caroline de Souza Correa
Avaliação: 6/10

Revisto via Netflix em 12-ABR-2015, Domingo

Assistir a este Desafio em Tóquio logo depois de Velozes e Furiosos 6, lançado sete anos depois, tem suas vantagens. A primeira delas é conferir a retrocontinuidade que os produtores estabeleceram após Tóquio, o terceiro capítulo da série. Cronologicamente, esta parte deve ser vista somente após o espectador ter primeiramente conferido os capítulos 4, 5 e 6, muito embora ela se sustente bem como um capítulo independente. Há que se louvar o modo como os realizadores preservaram as características do personagem Han (Sung Kang) ao dar-lhe um passado e estabelecer a breve ponta narrativa que liga Desafio em Tóquio a Velozes e Furiosos 7. Além disso, e apesar do carisma duvidoso do personagem central feito por Lucas Black, é possível que algumas das melhores cenas de ação de toda a série estejam de fato nesta continuação bastarda.

Visto no cinema em 20-AGO, Domingo, sala 5 do Multiplex Pantanal - Texto postado por Kollision em 25-AGO-2006

Verdades sobre o terceiro exemplar da série de sucesso iniciada em 2001 pelo adrenalinesco diretor Rob Cohen:

É... Não dava mesmo para se exigir muita substância na história de um adolescente quase adulto que não pode se aproximar de um carro sem atrair um mundo de problemas com a polícia. Esta é a figura central deste Velozes e Furiosos 3. Um personagem sem profundidade alguma, que aposta tudo no carisma de Lucas Black e representa a epítome do herói das massas juvenis adeptas da adrenalina automotiva. O cara é mais ou menos o que os personagens principais anteriores deveriam ser um pouco mais jovens. O grau de descerebramento da história se mede pelo modo como ele é expulso dos EUA e vai parar no Japão sob a custódia do pai (Brian Goodman), e volta a se envolver em rachas ilegais logo no primeiro dia de aula. Ao destruir o carro do apostador local Han (Sung Kang) tentando dar uma de maioral em cima do rei do Drift (Brian Tee), o negócio dá merda e ele acaba no meio de uma rixa da Yakuza júnior. Obviamente, todas as merdas são provocadas por causa de mulher, no caso a namorada do fodão das pistas (a bonita Nathalie Kelley).

Drift é uma modalidade de competição onde o objetivo é se exibir ou vencer um adversário em circuitos de curvas fechadíssimas, derrapando mais do que correndo em linha reta. Quem é familiar com os jogos da série Need for Speed Underground conhece bem como funciona a parada. Pode parecer à primeira vista que esse negócio de ficar derrapando carrões turbinados não dê material suficiente para um longa-metragem de mais de uma hora e meia, mas a verdade é que, neste quesito, o filme não decepciona. A adrenalina é alta, as disputas são extremamente bem coreografadas e, diz-se, houve um cuidado extremo em realizar o menor número possível de tomadas em CGI. Ponto a favor para a ação, claro. Quem paga para ver um filme de ação espera exatamente isso. História? Desde que não seja muito confusa para entender, quem é que se importa?

Nela ninguém é inocente. Mesmo aqueles com um senso de honra e decência mais elevados, como o mentor que quase lembra um Sr. Myagi mais jovem e ensina o herói a queimar o cosmo nos circuitos de drift para ganhar dos inimigos malvados. Em determinadas cenas, Lucas Black deliberadamente incorpora a entidade "Paul Walker" de atuação. Já o bandidão é, até na aparência, uma reciclagem de Johnny Tran, personagem asiático feito por Rick Yune no primeiro filme. Não podia faltar, é claro, o "mano" importado da Califórnia (Bow Wow --- e isso lá é nome de gente?), e muito neguinho fazendo cara de malvado. E as estrelas maiores, que fazem a festa dos aficcionados: os carros. Um mais animal que o outro.

Pelo requinte visual urbano e pelo dinamismo da narrativa, o filme fica no mesmo nível do segundo. Para desfrutar basta desligar o cérebro.