Visto via Netflix em 8-SET-2024, Domingo
O sucesso de Bumblebee sinalizou um novo caminho para a franquia baseada na série de brinquedos que ficou famosa nos anos 80. Ainda assim, uma continuação sempre foi temida pelos fãs devido à estagnação criativa escancarada pelos trabalhos anteriores. A sequência finalmente ganhou forma cinco anos depois e foi batizada de Transformers - O Despertar das Feras, tendo sido concebida tomando como base na saga Beast Wars, criada em 1996. Anos depois dos eventos de Bumblebee, os Autobots são atraídos pela liberação de uma chave energética que pode lhes dar a chance de retornar ao seu mundo. Infelizmente, transformers malignos conhecidos como Terrorcons também chegam à Terra para recuperar essa chave a mando de uma criatura celestial devoradora de mundos conhecida como Unicron. Tragados para o conflito por capricho do destino, uma jovem curadora de museu (Dominique Fishback) e um ex-soldado (Anthony Ramos) aliam-se aos robôs para tentar encontrar a outra metade da chave, numa busca que acaba por revelar a presença dos Maximals, transformers milenares que assumem a forma de animais. Debater sobre detalhes acerca da abordagem temática ou conceitual de mais este capítulo da saga (o sétimo no total, que também serve de prequel para o primeiro Transformers) soa como algo infrutífero diante do escopo dos efeitos especiais e das cenas de ação. No entanto, é preciso admitir que o filme tem um bom ritmo, mantendo a essência heróica dos Autobots e contando com personagens humanos com os quais é possível se identificar com mais facilidade. Só faltou mesmo um pouco mais de ênfase nos novos Maximals, pois o roteiro não se aprofunda em nenhum deles além de Optimus Primal (voz de Ron Pearlman) e Airazor (voz de Michelle Yeoh).