Cinema

Para Maiores

Para Maiores
Título original: Movie 43
Ano: 2013
País: Estados Unidos
Duração: 104 min.
Gênero: Comédia
Diretor: Peter Farrelly (Débi & Lóide 2), Will Graham, Elizabeth Banks, Steven Brill, Steve Carr, James Duffy, Griffin Dunne, Patrik Forsberg, James Gunn, Brett Ratner, Jonathan van Tulleken, Rusty Cundieff, Bob Odenkirk
Trilha Sonora: Tyler Bates (Guardiões da Galáxia), Christophe Beck, Leo Birenberg, William Goodrum, Dave Hodge
Elenco: Mark L. Young, Adam Cagley, Devin Eash, Hugh Jackman, Kate Winslet, Jeremy Allen White, Liev Schreiber, Naomi Watts, Anna Faris, Chris Pratt, Kieran Culkin, Emma Stone, Richard Gere, Kate Bosworth, Aasif Mandvi, Justin Long, Jason Sudeikis, Uma Thurman, Bobby Cannavale, Kristen Bell, John Hodgman, Leslie Bibb, Christopher Mintz-Plasse, Chloë Moretz, Jimmy Bennett, Patrick Warburton, Gerard Butler, Seann William Scott, Johnny Knoxville, Halle Berry, Stephen Merchant, Terrence Howard, Aaron Jennings, Elizabeth Banks, Josh Duhamel
Avaliação: 9/10

Visto via Netflix em 6-JAN-2017, Sexta-feira

Para Maiores, projeto iniciado pelela metade mais abusada dos irmãos Farrelly e finalizado somente quatro anos mais tarde devido à infinidade de astros e diretores envolvidos, é exatamente o tipo de comédia que o cinema precisa de vez em quando. O filme fazer jus ao nome e vem com umas poucas passagens que forçam a barra na escatologia ou no que muita gente pode considerar tabu intocável (daí as críticas que apelam para questões de mau gosto), mas é hilariante durante a maior parte do tempo e oferece uma oportunidade única de vermos gente consagrada fazendo bonito em esquetes que transitam por todas as vertentes do humor cinematográfico.

Na versão disponibilizada pela Netflix (a internacional), o fio principal de ligação entre as historietas é um trio de adolescentes que tenta encontrar na Internet um filme tão proibido que seria capaz de provocar o fim da vida no planeta Terra (a versão "oficial" lançada nos Estados Unidos é diferente e conta com a presença de Dennis Quaid e Greg Kinnear, por exemplo). O difícil, ao final, é eleger uma história favorita, já que todas elas têm uma pegada particular e até mesmo uma iluminada parcela de crítica social. Se tivesse que escolher agora, eu diria que meus trechos favoritos foram o do encontro às escuras entre Kate Winslet e Hugh Jackman (dir. por Peter Farrelly), a tortura de Robin (Justin Long) nas mãos de Batman (Jason Sudeikis) e seus inimigos (dir. por James Duffy) e a dureza cruel por qual passa o técnico (Terrence Howard) que precisa motivar o primeiro time de basquete formado exclusivamente por negros contra os teoricamente imbatíveis adversários brancos (dir. por Rusty Cundieff).

O inexplicável, no caso, é entender como um filme tão bacana foi um fracasso tão retumbante (críticos de merda) e continua a ser pouco conhecido até mesmo por seu próprio público-alvo.

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