
Visto via Netflix em 1-JUL-2026, Quarta-feira
Não demora muito para se notar que a principal inspiração para A Última Parada do Arizona vem com cinema dos irmãos Coen. Aquela imprevisibilidade tensa em situações que partem do cotidiano e transformam pessoas comuns em personagens de um mosaico que tem tudo para se tornar (ou não) trágico. Mas aqui há também um quê de tarantinesco, o que ajuda a mascarar um pouco a identidade do filme. Como o próximo ponto de reabastecimento está a mais de 100km, um vendedor de facas (Jim Cummings) acaba tendo que ficar parado na lanchonete de um posto de gasolina à espera do caminhão de gasolina, que está para chegar. Enquanto ele estabelece uma conversa inicial com a solícita garçonete (Jocelin Donahue), mais pessoas acabam ficando na mesma situação, entre elas dois ladrões que roubaram o banco da cidade pela manhã. Bem atuado e divertido até certo ponto, só faltou mesmo um desfecho mais em linha com a premissa amalucada. Toda a introdução e o desenvolvimento inicial da história prendem bem a atenção, que acaba inevitavelmente se diluindo quando o principal conflito tem uma resolução. É natural que a plateia termine por escolher seu personagem favorito antes disso, daí o desapontamento que pode surgir por causa do desfecho.